GOIÁS


Polícia Civil de Goiás entra em greve pela 2ª vez em menos de dois meses

Policiais civis alegam que governo estadual não cumpriu parte do acordo.
Secretaria de Segurança garante que está cumprindo compromissos feitos.




A menos de dois meses do fim da última greve, policiais civis de Goiás começaram outra paralisação nesta segunda-feira (22). O registro de ocorrências simples foi suspenso e a investigação de alguns crimes de grande repercussão poderá ser prejudicada.

Na última greve, o estado concordou em pagar produtividade de 5% a 30% para todos os policiais e uma mudança no plano de carreira para beneficiar agentes e escrivães, mas não teria incluído esses itens na proposta de lei. “Passaram praticamente dois meses do final da greve e nós estamos aí sem nada até agora. Não é justo, a categoria está revoltada”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Silveira Alves de Moura.

Por nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO) alegou que está assumindo o compromisso feito com os policiais civis na época da greve e que todos os pedidos e reivindicações foram enviados à Procuradoria do Estado. A Procuradoria emitiu um documento que será levado para a Assembleia Legislativa para ser votado pelos deputados estaduais.

Segundo a secretaria, o fim do período eleitoral deve facilitar e agilizar essa votação. A SSP alertou também que caso os policiais civis continuem a greve vai haver corte de ponto. A expectativa é que a paralisação termine ainda nesta segunda-feira.



De acordo com o sindicato, 30% dos serviços serão mantidos para atender casos de flagrantes e crimes hediondos, como por exemplo estupro e latrocínio, que é roubo seguido de morte. Entre os serviços prejudicados está a investigação de crimes que abalaram a sociedade, como oassassinato do radialista Valério Luiz, no dia 6 de julho deste ano. Ele foi executado quando saía do trabalho, em plena tarde.

Na noite do dia 5, o advogado Davi Sebba foi morto no estacionamento de um hipermercado. Segundo a Polícia Militar, ele reagiu a uma abordagem policial. Com casos complexos a serem desvendados, o responsável pela Delegacia de Homicídios é um dos mais preocupados com a greve.

“Se 100% dos policiais efetivamente trabalhando aqui na DIH já é um número muito reduzido, com 30% é praticamente impossível nós darmos andamento nas investigações”, afirma o Titular da Delegacia de Homicídios, Éliton Carvalho.



CLIQUE AQUI PARA FICAR MAIS INFORMADO!
Share on Google Plus

About

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário