LULA UMA LIDERANÇA?

Os saldos


Que o ex-presidente Lula é um vitorioso desta eleição, ninguém discute. Ele produziu a candidatura de Fernando Haddad, tanto quanto inventou a de Dilma Rousseff, e conseguiu uma vitória que o PT perseguia desde o ano 2000, quando elegeu Marta Suplicy. Uma vitória espectacular, não há dúvida. Mas o resultado das eleições no restante do país pode levar Lula e o PT a refletirem sobre o que vem na cabeça do eleitor brasileiro.

No Nordeste, o PT elegeu o prefeito de João Pessoa. E na região Norte, o de Rio Branco. É verdade que aliados venceram em outras capitais destas duas regiões, mas o PT não conseguiu no primeiro turno emplacar a reeleição em Recife; não conseguiu que um ex-governador sequer fosse para o segundo turno em Teresina (Wellington Dias saiu na primeira rodada das eleições) e, neste segundo turno não conseguiu manter a prefeitura de Fortaleza, cidade que Luizianne Lins governou por dois mandatos.

Se conseguiu em São Paulo uma vitória espetacular com Fernando Haddad sobre um dos principais nomes do PSDB, José Serra, Lula não conseguiu o mesmo feito em cidades que elegeu como prioridade: Salvador, Fortaleza e Campinas, e, ainda, fazer da aliada Vanessa Graziotin a prefeita de Manaus. Em todas estas, foi eleito o adversário petista – em embates polarizados.

O resultado desta eleição mostra que se Lula, primeiramente, e Dilma agora, conseguiram votações significativas nas regiões Norte e Nordeste, o mesmo não acontece com os petistas nas capitais dessas regiões. Ou uma coisa está completamente descolada da outra – o voto para prefeito não segue a mesma lógica da eleição presidencial -; ou isso relativiza a força de Lula como cabo eleitoral.O que valeu para São Paulo, não valeu para as regiões Nordeste e Norte, justo onde ele sempre demonstrou maior força.
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