CERCA VIRTUAL ENTRE EUA E MÉXICO

EUA querem construir uma grande 'cerca virtual' na fronteira com o México

As autoridades de fronteira dos Estados Unidos têm testado um "exército" de guardiães eletrônicos no combate aos imigrantes ilegais e traficantes de drogas, que aproveitam o cair da noite para tentar entrar nos EUA.

O campo de testes da chamada "cerca virtual" tem sido o estado do Arizona.


São radares, câmeras e sensores infravermelhos disfarçados de rochas, capazes de avisar movimentos suspeitos a uma sala de controle. Patrulhas, então, são acionadas e vão a campo com as coordenadas, as imagens e informações sobre se o alvo está, ou não, armado.

Fontes do governo dos EUA disseram que com a "cerca virtual" tentam detectar entre 70% e 80% das incursões na fronteira, empregando um número menor de efetivo e patrulhas.

"Nós queremos incrementar a efetividade dos agentes e usamos a tecnologia para nos dar indicadores do que acontece exatamente e nos fornecer informação suficiente para que as patrulhas possam selecionar a melhor forma de combater o problema", diz Mark Borkowski, da área de inovação tecnológica do Departamento de aduanas e proteção de fronteiras dos EUA (da sigla em inglês, CBP).

O projeto chamado SBInet foi aprovado pelo governo do presidente George W. Bush em 2006, com a intenções de incorporar a tecnologia de vigilância ao longo dos 3.185 km de fronteira entre os dois países.

"A ideia é combinar o uso de uma infraestrutura tática e física, como muros e cercas, com tecnologia de sensores para identificar o que está acontecendo e do que se trata", diz Borkowski.
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