Partidários e opositores do presidente se enfrentam no Cairo

Islamitas expulsaram opositores da frente a palácio presidencial.
Oposição denuncia 'guinada autoritária' do presidente Morsi.

Partidários e opositores do presidente islamita egípcio Mohamed Morsi entraram em confronto nesta quarta-feira (5) diante do palácio presidencial e em outros locais da capital, Cairo, em mais uma etapa na escalada da tensão política no país.

Partidários de Morsi derrubaram tendas erguidas na véspera por oposicionistas, que pernoitaram no local em protesto contra o governo, e grupos jogaram pedras e paus uns contra os outros.

Os oposicionistas foram expulsos do local.

A polícia teve de intervir para separar os grupos. Os confrontos continuavam noite adentro.

A oposição, que protestava desde terça diante do palácio, denuncia uma "guinada autoritária" do presidente e pede a anulação do decreto que amplia consideravelmente seus poderes.

Os opositores também protestam contra um projeto de Constituição, que será submetido a referendo em 15 de dezembro, porque consideram que abre o caminho para uma aplicação ainda mais rígida da lei islâmica e não dá garantias suficientes para proteger os direitos fundamentais.


Seif Abdel Fattah, Ayman al-Sayyad e Amr al-Leithy apresentaram suas renúncias, elevando para seis o número de funcionários da presidência que deixaram seus cargos após o decreto de Morsi.

Diplomacia
Em Bruxelas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, considerou que os distúrbios que acontecem atualmente "demonstram a necessidade urgente de um diálogo" entre as partes rivais.

Até então, os dois lados haviam se manifestado em locais e momentos diferentes, a dez dias de um polêmico referendo sobre o novo projeto de Constituição, que exacerbou as divisões no Egito.

Nesta tarde, o vice-presidente egípcio, Mahmud Mekki, anunciou que o referendo previsto para o dia 15 de dezembro será mantido, apesar dos protestos.


      
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