Quem é Eike Batista? E como conseguiu se tornar o homem mais rico do Brasil?



Muitos de vocês já se perguntaram quem é Eike Batista e por que ele é tão rico ao ponto de ter sido o 7º mais rico do mundo e hoje é o 46º (segundo Forbes). 

Eike Fuhrken Batista nasceu em 3 de Novembro de 1956 na cidade de Governador Valadares, MG. Eike é um dos sete filhos de Jutta Fuhrken e de Eliezer Batista da Silva, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce e ex-ministro das Minas e Energia (entre 1961 e 1964 e, também, no período de 1979 a 1986). 

A mãe nasceu em Hamburgo, Alemanha e, com ela, Eike afirma ter aprendido a ter autoestima e disciplina, atributos fundamentais para sua formação de empreendedor. 

Depois de passar a infância no Brasil, foi morar, no início da adolescência, em Genebra (Suíça), Düsseldorf (Alemanha) e Bruxelas (Bélgica), acompanhando a família, que se mudou para a Europa por conta da carreira profissional do pai. Em 1974, iniciou o curso de Engenharia Metalúrgica na Universidade Técnica de Aachen, na Alemanha, mas nunca concluiu o curso de Engenharia. Aos 18 anos, quando seus pais voltaram ao Brasil, começou a vender apólices de seguro de porta em porta na cidade para garantir sua renda pessoal e manter-se de forma independente no exterior

De volta ao Brasil, no início dos anos 80, passou a se dedicar ao comércio de ouro e diamantes. Fluente em cinco idiomas – português, alemão, inglês, francês e espanhol – foi intermediário entre produtores da Amazônia e compradores de grandes centros do Brasil e da Europa. Com apenas 21 anos, montou uma empresa de compra e venda de ouro, chamada Autram Aurem, que já tinha o sol inca como símbolo, marca registada de suas empresas. Em um ano e meio, acumulou US$ 6 milhões com a comercialização de ouro. Sua vocação empreendedora o levou a implementar a primeira planta aurífera aluvial mecanizada na Amazônia, criando o próprio grupo. Aos 29 anos, tornou-se o principal executivo da TVX Gold, empresa listada na Bolsa do Toronto, Canadá que marcou o início do seu relacionamento com o mercado de capitais global. De 1980 a 2000, criou US$ 20 bilhões em valor com a operação de oito minas de ouro no Brasil e Canadá e uma mina de prata no Chile. Entre 1991 e 1996, o valor de sua empresa mais que triplicou. Um projeto na Grécia, contudo, causou perdas na companhia, como resultado da recusa do governo grego de licenciar a mina. Em 2001, a TVX Gold acabou sendo comprada pela Kinross Gold Corp. por 875 milhões de dólares canadenses. 

O empreendedor é pai de dois filhos: Thor e Olin, fruto do casamento, que terminou em 2004, com a atriz e modelo Luma de Oliveira. . Eike namora a empresária e advogada Flávia Sampaio, que esteve à frente da Beaux, centro de saúde e beleza da pele do Grupo EBX na Barra da Tijuca, fechada para reformulação. 

A revista Veja aponta o empreendedor como fonte de inspiração para a nova leva de milionários brasileiros. "Está florescendo um novo capitalismo no Brasil, formado por empreendedores que se orgulham do próprio sucesso e não têm vergonha de mostrar o dinheiro que têm. É exatamente esse discurso que venho repetindo há anos, desde que comecei a levar minhas empresas à bolsa, mesmo sendo visto com desconfiança para alguns. Se ganhei dinheiro com meu trabalho, porque não falar sobre isso abertamente?", afirmou Eike em entrevista. 

O Grupo 

As empresas que fazem parte do grupo são: OGX (óleo e gás), MPX (energia), LLX (logística), MMX (mineração), OSX (indústria naval offshore) e CCX (carvão mineral). O nome do grupo leva as iniciais de Eike Batista (EB) acrescidas de um X, que simboliza o potencial de gerar e multiplicar riquezas e o acompanha desde a década de 80, quando Eike, aos 29 anos, se tornou acionista maioritário, chairman e CEO da TVX Gold, empresa listada na bolsa do Canadá (TSX). A utilização de siglas compostas de três letras, sempre finalizadas pela letra X tem uma explicação dada pelo próprio Eike: "O X representa a multiplicação, acelera a criação da riqueza" 

A queda 

Eike Batista precisará utilizar a sua veia empreendedora mais do que nunca. Com as ações da OGX despencando nos últimos dois dias, as seis companhias do homem mais rico do Brasil já perderam R$ 20,2 bilhões no mês de junho até o dia 28 (sendo R$ 13.809 bilhões nos últimos dois dias), de acordo com levantamento da Economatica. O valor de mercado das seis empresas do grupo EBX caíram de R$ 52,3 bilhões em 31 de maio, para R$ 32 bilhões em 28 de junho, uma queda de 39%. 

Por consequência, a fortuna de Eike também encolheu e o fez perder posições nas listas de bilionários da Bloomberg e da Forbes. Na lista da Forbes Eike saiu da 7ª posição para a 46ª. Pelos cálculos da publicação, o bilionário perdeu US$ 15,5 bilhões, mais da metade da sua fortuna, antes estimada em US$ 30 bilhões. Mesmo com a queda estrondosa, ele ainda se mantém como o homem mais rico do Brasil. 


Ele cedeu o posto a Jorge Paulo Lemann, que aumentou sua fortuna depois de vender uma fatia de 29% do Burger King (que voltou recentemente à Bolsa de Valores de Nova York) em uma operação que captou US$ 1,4 bilhão fazendo a companhia valer US$ 4,83 bilhões. O negócio rendeu ao executivo mais US$ 1 bilhão aos seus cofres, deixando-o com uma fortuna estimada em US$ 13 bilhões. 

Os executivos agora estão muito próximos de alcançar (e até ultrapassar) a riqueza de Eike, que antes superava com larga vantagem os outros bilionários brasileiros. Eike conta agora com uma fortuna de US$ 14,5 bilhões, um pouco à frente dos US$ 13 bilhões de Lemann. 

Para não perder o posto, Eike agora precisa gerenciar a crise que abala as suas empresas. Uma de suas primeiras manobras para estancar as perdas foi a troca de presidentes da OGX, companhia de exploração de petróleo e gás, e a OSX, companhia de infraestrutura para exploração de petróleo off shore, ambas do grupo EBX. 

Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, atual diretor presidente da OSX, passa a ser o diretor presidente (CEO) da OGX. Ele substituirá Paulo Mendonça, que deixará o posto para ocupar a posição de conselheiro da presidência do Grupo EBX. A presidência da OSX será assumida por Carlos Eduardo Sardenberg Bellot, atual diretor de operações, engenharia, afretamento e desenvolvimento, que acumulará os dois cargos

Para um homem como Eike Batista, vencer essas dificuldades não é tarefa impossível. Afinal, ele é reconhecido pela capacidade de vender projetos e ideias, tendo conseguido captar, desde o ano 2000, US$ 26 bilhões para seus cinco negócios principais.
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