Turistas continuam à espera do fim do mundo em Alto Paraíso de Goiás



O dia que marcaria o fim do mundo está tranquilo em Alto Paraíso de Goiás, local onde, segundo os místicos, a população está protegida de qualquer catástrofe. Alguns turistas, no entanto, acreditam que as previsões do calendário maia ainda possam se cumprir pelos próximos dois dias. E, para se proteger, ficarão na cidade, pelo menos, até domingo, dia 23.

A aposentada Neusa Monteiro Diniz, de 74 anos, convenceu a família quase toda a passar o dia 21 de dezembro em Alto Paraíso. Ela, o marido, dois dos três filhos e uma nora saíram de Santos (SP) para conhecer a cidade goiana, garantir proteção e também ajudar a quem pudesse precisar. “Caso alguma coisa ruim aconteça, meu marido e meu filho são médicos. Então, poderíamos colaborar. Como católica, não falo em data para o fim do mundo porque isso nem os anjos sabem, mas no início de uma nova era”, explica.


No entanto, ela afirma que ficou um pouco decepcionada com o clima pacato da cidade. “Imaginei encontrar mais pessoas festivas, mais comunidades alternativas. Mas ainda não vi nenhuma. Tinha vontade de conversar com eles, mas acho que estão em retiro nesse momento de transição”, supõe.

O marido de Neuza, José Carlos Diniz da Gama, de 77 anos, é médico patologista aposentado. Ele conta que aceitou com carinho o convite da mulher de passar ‘o fim do mundo’ em Alto Paraíso de Goiás. “Só entendi melhor as doenças físicas quando compreendi que a espiritualidade é a dimensão humana. Aprendi que o indivíduo só sara quando a espiritualidade passa a dominar o corpo e o espírito, ou seja, quando está inteirado consigo, com os outros e com o mundo”, teoriza.
Diniz acha que ainda é possível que a previsão maia se concretize. “Não há uma certeza em relação a horário e alguns falam até em dois dias depois do dia 21. Que uma grande mudança vai acontecer, isso é absolutamente certo”, defende.

O médico veterinário Eduardo Diniz, um dos três filhos do casal, atendeu ao pedido da mãe e veio para Alto Paraíso esta semana. Ele organizou a rotina da empresa que possui, em Botacatu (SP), onde fabrica cadeira de rodas para animais, e está aproveitando as belezas naturais da cidade mística. “Não acredito nem desacredito. Mas de tanto minha mãe falar, fica a pergunta ‘vai quê, né?’. Então, melhor não arriscar”, brinca.
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