Fotos divulgadas em site mostram boate Kiss sem extintor de incêndio



Fotos publicadas em um site que divulga festas realizadas na boate Kiss de Santa Maria, em que mais de 230 pessoas morreram em um incêndio, mostram que as paredes com as indicações de onde deveriam existir extintores de incêndio estão vazias.

Jader Marques, que defende o dono da boate Elissandro Spohr, acredita que os convidados da festa podem ter mexido nos extintores antes de tirar as fotos.

"Se os extintores não estão no lugar, foram tirados indevidamente por participantes da festa. Os convidados tiram da parede, batem a foto e deixam no chão. Não tinha motivo para a boate colocar uma placa e não colocar o extintor no lugar correto. Se o equipamento foi tirado, foi por alguém que não é da boate"


O advogado afirma que a boate fez a troca dos extintores e todos estavam em dia. "É o tipo de situação que pode ser usada em favor da boate. Tem sinalização. A casa estava atenta. Não existe motivo para a casa comprar extintores e, por questões estéticas, não colocá-los na parede."

Ex-funcionária da boate Kiss, Vanessa Vasconcelos perdeu a irmã na tragédia do último domingo. Em depoimento à polícia, ela disse na quarta-feira que um dos sócios da boate, Elissandro Sphor, o Kiko, mandava retirar os extintores de incêndio por razões estéticas. Porém, em entrevista ao Jornal Hoje, ela disse que nunca ouviu o proprietário mandar retirar, ele apenas teria dito que achava os objetos feios.

Vistoria
O coronel Moisés da Silva Fuchs, comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Maria, disse no domingo (27) que havia sido feita uma vistoria no local depois que a direção da casa noturna protocolou o pedido de alvará. E que os mecanismos básicos de prevenção a incêndio estariam em dia.

Porém, na quarta-feira (30), o comandante dos bombeiros no Rio Grande do Sul, coronel Guido Melo, contradisse essa versão. Disse que os policiais não fizeram a vistoria porque o pedido da boate entrou em uma fila.

“Quando dá entrada, automaticamente entra na fila aguardando inspeção. Tem, aproximadamente, dois mil estabelecimentos comerciais, ou outros, que também aguardam vistoria, e qual é a lógica: atender o primeiro que está na lista, o mais antigo”, afirmou o coronel Guido Melo.

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