Sócio que se entregou não gerenciava boate, diz advogado



O advogado Mario Cipriani, que representa Mauro Hoffmann, sócio da boate Kiss que pegou fogo no domingo deixando 231 mortos, afirmou nesta segunda-feira (28) que o empresário não tinha gerência sobre a boate e que entrou no negócio apenas com a parte financeira.

"Ele não participava da administração da Kiss", afirmou. "Não tinha nem conhecimento das atrações artísticas da boate." Segundo o defensor, toda a programação e direção ficava a cargo do outro sócio, Elissandro Spohr, que foi preso nesta manhã em um hospital em Cruz Alta.

Spohr e Hoffmann tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça por 5 dias. Hoffmann se apresentou à tarde na Delegacia Regional de Santa Maria e foi transferido, por volta das 17h30, para o Presídio de Santo Antão, a cerca de 7 km do centro da cidade. Spohr está sob custódia enquanto continua internado.



"Lamentamos o ocorrido e entendemos a dor das vítimas, mas o pedido de prisão dele (Hoffmann) foi desnecessário. Ele se apresentou espontaneamente, tem residência fixa, família aqui, não tem por que ficar preso. Já pedi à Polícia Civil o relaxamento do pedido de prisão e se eles não aceitarem, farei um pedido de habeas corpus à Justiça, talvez ainda nesta segunda", disse Cipriani.

Segundo Cipriani, Hoffmann disse em depoimento aos delegados que não estava na Kiss na hora da tragédia, mas foi à boate logo depois para prestar auxílio às vítimas.

"Ele não tem nenhum relacionamento com a boate, apenas é um investimento. Ele tem outros investimentos no setor artístico, outras casas noturnas na cidade", disse.

O advogado disse ainda que não foi tratado no depoimento se Hoffmann culpou a banda pelo caso. A Polícia Civil informou que a decisão sobre o relaxamento da prisão é do Judiciário.

Share on Google Plus

About

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário