Táxi vira 'ambulância' e ajuda no resgate de vítimas de incêndio


Um passageiro descia do táxi de Pedro Elias Pairé de Oliveira, de 47 anos, quando os primeiros indícios de que um incêndio atingia a boate Kiss, em Santa Maria, centro do Rio Grande do Sul, puderam ser percebidos. "Ouvi um estrondo e fui lá perto", afirmou. "Só pensei em ajudar."

Era madrugada de domingo. O taxista viu dezenas de jovens saírem da casa noturna cambaleantes. "Pensei que era um fogo controlado. Daí vi o pessoal arrastando outras pessoas para fora."

Enquanto combatiam o fogo, os bombeiros ajudavam a socorrer centenas de vítimas, a maioria jovem. Os casos graves eram encaminhados em ambulâncias para hospitais próximos.

Como muitos seguiam sentados na calçada, tossindo por causa da fumaça inalada, o taxista decidiu ajudar os bombeiros "transformando" seu carro em uma ambulância. "Era questão de vida ou morte", justificou.

Em duas viagens, Pedro levou cinco pessoas para um hospital. Colegas seguiram o exemplo e também disponibilizaram seus táxis. "Eu voltei para tentar ajudar, mas isolaram a rua quando voltei na terceira vez."

O taxista calcula que a ação conjunta salvou ao menos 20 vítimas. Infelizmente, não conseguiu resgatar um amigo de se filho. "E esse colega dele queria porque queria levar meu moleque na festa. Sorte que ele não quis ir."

Incêndio
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico. Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos.

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