Blogueira cubana passeia pela Orla da Zona Sul do Rio

A blogueira cubana Yoani Sánchez saiu por volta das 9h30 deste domingo (24) do hotel Windsor Barra, na Barra Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para um passeio pela Orla da Zona Sul. Acompanhada pelo deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), ela rumou as praias pela Avenida Niemeyer, que tem vista para o mar, em vez de seguir pela Autoestrada Lagoa Barra.



Yoani hospedou-se no hotel cinco estrelas, cuja diária mais barata passa de R$600,00, por cortesia da Associação Brasileira da Indústria Hoeleira no Rio de Janeiro(ABIHRJ), segundo o deputado.

Antes de deixar o hotel, Otávio leite mostrou o roteiro e o mapa à Yoani, que estava acompanhada de três seguranças cedidos pela Secretaria de segurança do Estado, a pedido do deputado.

"A recepção é muito boa, as pessoas são muito calorosas, estão com um olho na cidade, que é linda e outro em Cuba", garantiu a blogueira, que na noite de sábado (23), jantou com Otávio Leite, a mulher dele e a atriz Rosamaria Murtinho, que é simpatizante ao PSDB, no restaurante La Botticcela, na Barra.

O deputado disse que o convite que fez à Yoani para ir a Brasília falar no Congresso foi uma "resposta para o brasil refletir sobre a violência cometida não só contra ela, como também contra o Dado Galvão (cineasta que não pôde exibir um documentário com Yoani em Feira de Santana, na Bahia, devido à manisfestações hostis de militantes de partidos de esquerda)".

Yoani Sánchez disse que a possível escolha de um vice-presidente com menos de 80 anos pode ser "uma pequena mudança na Assembleia Nacional em que o Partido Comunista cubano deve neste domingo (24) reconduzir Raúl Castro ao cargo de presidente por mais cinco anos, além de escolher o vice-presidente.


Politicamente, porém, a blogueira não é otimista quanto à mudanças efetivas. "Ele [Miguel Díaz Canela] é bastante fiel ao governo. É mais fácil termos uma surpresa aqui na praia, do que em Havana", disse, antes de visitar o Forte de Copacabana.

Após visitar o Forte de Copacabana, a blogueira cubana tomou água de coco em um quiosque na altura da rua Santa Clara, em Copacabana. "Deliciosa", disse. Ali, Yoani encontrou-se com outros políticos do Rio de Janeiro de oposição ao governo federal, como os deputados estaduais Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) e Aspásia Camargo (PV), com quem conversou sobre educação em espanhol.

"Desde a queda da União Soviética [que financiava boa parte do aparato estatal cubano] nossa educação caiu muito de qualidade; o que acontece é que nãp há um instituto independente do governo para avaliar a qualidade da educação e eu não creio realmente nos dados, que são todos oficiais. Outro problema é a ideologização da educação que é muito pesada", afirmou.

A blogueira, também filóloga e jornalista, se disse, porém, "esperançosa". "Parte da pressão do que fazemos [pelo uso da internet] é para podermos ter, quem sabe, um meio de imprensa livre, independente". Yoani frizou que seu blog não é mais bloqueado em Cuba, "como foi de 2008 a 2011", mas que o governo monitora tudo e que donos de estabelecimentos onde seu blog é acessado sofrem represálias, como perder lcienças e acesso à internet por determinados períodos.

Na Avenida Atlântica, em Copacabana, Yoani foi cumprimentada e recebeu o apoio de cerca de 20 pessoas, durante 20 minutos. Entre os cumprimentous, um senhor que pediu "desculpas em nome do povo brasileiro pelo absurdo da violência que cometeram [contra a blogueira]", referindo-se às hostilidades de militantes em Pernambuco, Bahia e São Paulo. Somente uma mulher gritou "volta para Cuba". A blogueira seguiu para o Pão de Açúcar.



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