Morte de sequestrador de criança em cadeia foi homicídio, diz delegado


A morte de Aderson Rodrigues Lima, de 47 anos, em uma cela do Centro de Inserção Social de Jataí, no sudoeste de Goiás, trata-se de um homicídio, informou ao G1 neste domingo (10) o delegado regional André Fernandes, descartando um suposto suicídio. O homem, preso na sexta-feira (8) por sequestrar de um menino de 3 anos, foi encontrado morto no início da tarde desse sábado (9).

O sequestrador estava em uma cela com mais 18 presos. Os colegas de carceragem chamaram os agentes penitenciários quando ele já estava morto e apresentaram a tese de suicídio. Mas, de acordo com o delegado, com base em informações preliminares da perícia, ele tinha sinais de agressões, como uma forte pancada na cabeça e um pequeno corte no pescoço.

O corpo de Aderson estava pendurado em uma viga, amarrado por uma corda de tecido no pescoço, relatou a polícia. "Vamos instaurar um inquérito para investigar o homicídio", assegurou André Fernandes.

Sequestro
O sequestro do menino de 3 anos, no Terminal Rodoviário de Jataí, comeveu a cidade. Por volta das 7h de sexta-feira (8), Aderson Silva pegou o garoto, que estava com a avó esperando um ônibus, e o manteve refém por 4h30.

Avó e neto saíram de Uberaba, em Minas Gerais, e seguiam para Cassilândia, no Mato Grosso do Sul. Aflita, a avó acompanhou tudo de perto.

O comandante Wagmar Franco afirmou que o homem estava drogado. “Tudo leva a crer que ele tinha consumido crack. Ele teve momentos de alucinação característicos de quem usa essa droga. Tivemos que ter muito cuidado durante o tempo todo devido ao estado dele”, explicou Franco.

O sequestrador manteve a criança no colo o tempo todo em que esteve com ela. O homem ameaçava cortar o pescoço do menino com uma faca. De acordo com informações da polícia, a criança chorava bastante nas primeiras horas do sequestro, e Aderson a assustava ainda mais mandando-a calar a boca, contaram os policiais.
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