Tenente suspeito de matar médico há 8 anos vai a júri popular em Goiânia

O tenente-coronel Davi Dantas, suspeito de ter matado o ortopedista Marcelo Pacheco, no final de 2004, irá a julgamento popular no próximo dia 27, em Goiânia. Na época do crime, o tenente chegou a ficar preso na Academia da Polícia Militar, mas acabou conseguindo a liberdade em menos de dois meses, por meio de um habeas corpus.

O julgamento deveria ter sido realizado em dezembro do ano passado, mas foi adiado porque uma testemunha de defesa não compareceu.

Especialista em ortopedia, Marcelo Pacheco, de 42 anos, era sócio de uma clínica em Goiânia e foi morto no dia 1º de dezembro de 2004, com um tiro de pistola na nuca. O corpo do médico, localizado por um taxista no dia seguinte, foi deixado dentro do próprio carro, no estacionamento da rodoviária da capital.

O laudo da perícia concluiu que o médico havia sido algemado antes de morrer e o corpo não tinha sinais de luta corporal, o que, para a polícia, indica que Marcelo foi morto de forma fria e cruel.


No início das investigações, Davi Dantas, ainda major, era tido como o principal suspeito do assassinato. De acordo com a polícia, a motivação para o crime seria um suposto envolvimento da mulher do militar com o médico. Se condenado, o tenente-coronel pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Promoção
Mesmo sendo o principal suspeito de um homicídio triplamente qualificado, Davi Dantas foi promovido a tenente-coronel. Segundo a polícia, a promoção ocorreu por bom comportamento e tempo de trabalho.

A Corregedoria da PM informou que uma liminar judicial garantiu o direito do militar de voltar ao quadro de funcionários. Como era o mais antigo em atividade, foi promovido a tenente-coronel.

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