Coreia do Norte ameaça fechar complexo industrial binacional com o Sul

A Coreia do Norte ameaçou neste sábado fechar um complexo industrial binacional com a Coreia do Sul situado na localidade de Kaesong, informou a agência oficial norte-coreana KCNA. O ato é um novo passo de Pyongyang na escalada de tensões entre os dois países. "Fecharemos o complexo industrial se a Coreia do Sul insistir em prejudicar nossa dignidade", disse o governo em uma nota reproduzida pela KCNA. 


O complexo industrial binacional de Kaesong, situado em território norte-coreano e a cerca de 10 quilômetros da fronteira, foi criado em 2004 como um símbolo da cooperação entre os dois países. Desde então, constitui uma importante fonte de renda para a Coreia do Norte.

No entanto, a Coreia do Sul já expressou sua preocupação sobre o funcionamento do complexo depois que a Coreia do Norte anunciou a intenção de cortar uma linha telefônica de uso militar utilizada para controlar o trânsito de pessoas na região. Esta linha era utilizada para que as autoridades do Sul pudessem comunicar ao Norte os nomes dos trabalhadores que cruzam a fronteira para trabalhar no complexo industrial.

Mundo — O Ministério das Relações Exteriores da França expressou neste sábado sua 'preocupação' pela decisão da Coreia do Norte de se declarar em estado de guerra com o Sul e pediu ao regime de Pyongyang que evite uma "nova provocação". O país solicitou também ao país comunista que "cumpra suas obrigações internacionais, principalmente as referentes às resoluções pertinentes das Nações Unidas, e retome rapidamente o caminho do diálogo". "A França está profundamente preocupada pela situação na península coreana', disse nessa breve nota um porta-voz ministerial.

A Rússia também manifestou sua preocupação com o clima político da região. O país fez neste sábado um apelo à contenção e para se agir com responsabilidade perante a nova escalada de tensão provocada pela declaração de "estado de guerra", e está disposta a atacar interesses dos Estados Unidos e Coreia do Sul. "Acreditamos que todas as partes agirão com a máxima responsabilidade e que ninguém cruzará o ponto de não retorno", declarou o embaixador para missões especiais do Ministério de Relações Exteriores russo, Grigori Logvinov.


                                        
Share on Google Plus

About

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário