José de Abreu defende descriminalização da maconha


Premiado como Melhor Ator de Televisão de 2012 pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes, na noite da última terça-feira, dia 12, José de Abreu aproveitou a ocasião para soltar declarações que prometem dar muito "pano para manga". Em entrevista ao iG na noite do evento, o ator defendeu veementemente dois temas que ainda são considerados tabu na sociedade brasileira: a descriminalização do aborto e da maconha.

"Não sou a favor do aborto. Sou a favor da descriminilização do aborto. Acho que uma mulher que opta por abortar, a pena dela já é essa opção. Ela que tem que decidir isso. É uma decisão de foro íntimo. Não é um juiz, delegado, ou governante que tem que decidir", disparou, convicto. "A mulher de classe média sempre pôde fazer aborto no Brasil. Quem não pode é a mulher pobre", afirmou, engatando na polêmica das drogas logo em seguida.

"Não faz sentido as penitenciárias estarem cheias de jovens porque fumaram ou venderam um baseado. Estamos com um problema muito sério no Brasil com essas mulas, essas senhoras que são presas com cocaína tentando sair do Brasil e que pegam 30 anos de cadeia. Óbvio que tem que ser penalizado, mas estão enchendo as cadeias com pessoas que não são criminosas, com tendência criminosa", disse, defendendo que seja criado algum outro tipo de punição.

Citando o escritor Luis Fernando Verissimo, Abreu explicou esse problemas são o típico "elefante branco" no país. "O Brasil é o típico país que adora fingir que não tem um elefante na sala. O aborto é um negócio desse. A gente finge que é proibido. É proibido para quem não tem dinheiro. A maconha é proibida pra quem não tem dinheiro. Você não precisa mais comprar aqui no Brasil. Compra maconha em Amsterdã. O cara leva na sua casa e o risco é zero", concluiu, mostrando que tem muito a falar sobre a situação.
Share on Google Plus

About

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário