'Nunca fui negligente', diz médica suspeita de apressar mortes em UTI

Segundo a polícia, Virgínia é suspeita de apressar a morte de pacientes no setor. Ela nega as acusações.

"Nunca fui negligente, nunca fui imprudente, nunca tive uma infração ética registrada, uma queixa e exerci a medicina de forma consciente e correta", relata Virgínia.

Ela foi indiciada pela polícia por homicídio qualificado, quando a vítima não tem a chance de se defender, e formação de quadrilha. Outras cinco pessoas suspeitas de envolvimento também foram indiciadas pelos mesmos crimes. Uma delas, uma médica, responde em liberdade. O grupo nega as acusações. Mais de 1,7 mil prontuários de pacientes que morreram na UTI foram recolhidos pela polícia.

Um enfermeiro que trabalhou no Hospital Evangélico de Curitiba entre 2004 e 2006 afirmou, em entrevista à RPC TV, que presenciou a médica presa desligando aparelho e provocando a morte de pacientes na UTI. "O paciente da UTI tem dois pontos críticos, que são a ventilação mecânica e as medicações que servem para manter a pessoa viva. Ela interrompia um dos dois ou os dois". O enfermeiro declarou ter visto a médica desligar o aparelho de um paciente do SUS (Sistema Único de Saúde).
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