Seis meses após eleição, Bom Jesus de Goiás não tem prefeito definido

A situação política da prefeitura de Bom Jesus de Goiás, a 207 km de Goiânia, continua indefinida quase seis meses depois da eleição. A cidade está sendo administrada interinamente pela presidente da Câmara de Vereadores, Marilda Alves de Oliveira.
Na formação do governo, ela manteve alguns secretários da gestão anterior, mesmo tendo sido eleita pela coligação que fazia oposição ao ex-prefeito. Como está no cargo interinamente, a prefeita diz que é um desafio governar sem saber até quando vai ficar no comando do município.
Já são quase seis meses de espera. O resultado da eleição para prefeito em Bom Jesus está sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os dois candidatos que concorriam ao cargo tiveram o registro das candidaturas indeferidos e os votos que eles receberam foram considerados nulos.


Disputa judicial
O juiz eleitoral Tiago Luiz de Deus Costa Bentes indeferiu os pedidos de registro do atual prefeito e candidato à reeleição, Adair Henriques (PSDB), por improbidade. O candidato mais votado, Fernando Luís (PMDB), também teve a candidatura impugnada, em primeira instância, por não ter se descompatibilizado, dentro do prazo, do cargo que ocupa em uma associação cultural que administra uma rádio local.

Os dois postulantes a prefeito da cidade aguardam decisão da Justiça Eleitoral para saber se a impugnação será mantida. Caso isso aconteça, a cidade deverá realizar nova votação. O mesmo ocorre se o candidato mais votado, que recebeu mais de 50% dos votos válidos, for considerado inelegível.

A assessoria do TSE informou que o recurso está sendo analisado pela ministra Nancy Andrighi e não tem data definida para ir ao Plenário.

Fernando Luís, que conquistou a preferência de quase 58% dos eleitores, não pôde comemorar a vitória. O candidato do PMDB argumentou que seu caso não teria necessidade de descompatibilização. Vice-presidente da rádio da cidade, o peemedebista alegou não ter função administrativa e não possuir salário ou rendimentos. "É uma associação sem fins lucrativos e, por isso, eu não fazia retiradas. É uma situação de muita angustia, mas eu espero que neste mês de abril seja resolvida essa questão”, afirmou.

Adair Henriques, que recebeu cerca de 41% dos votos válidos, considera sua situação melhor que a do oponente: "Inicialmente, eu não via [a situação] de forma positiva, mas agora já acho que a do meu concorrente é mais complicada. Estou confiante que meus votos serão computados".
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