Grávida encontrada morta embaixo do sofá queria separação, diz polícia

A Polícia Civil acredita que a grávida encontrada morta embaixo do sofá da própria casa foi assassinada por querer se separar do marido, principal suspeito do crime, no Jardim Europa, em Goiânia. O corpo da jovem de 20 anos foi localizado na tarde de quarta-feira (1º), na residência onde ela morava com o esposo, de 22 anos, que tinha negado o divórcio. Para os policiais, todos os indícios levam a crer que ele matou a companheira, que estava no 9º mês de gestação. O rapaz é considerado foragido.

Em depoimento à polícia, parentes do suspeito disseram que o casal tinha brigas por problemas financeiros e por ele ser usuário de drogas. "Devido a esses motivos, a vítima teria pedido a separação, que foi negada pelo marido", relata o escrivão Alessandro Danese. Segundo familiares do suspeito, ele teria ameaçado a mulher de morte, caso ela saísse de casa. O parto da criança que ela esperava estava marcado para o próximo domingo (5).

Vizinhos do casal informaram aos policiais que a grávida foi vista pela última vez na tarde de segunda-feira (29). Por isso, a Polícia Civil acredita que o marido tenha matado a mulher no mesmo dia, à noite.

Desde a tarde de quarta-feira, policiais têm feito diligências em busca do suspeito. Até a manhã desta quinta-feira (2), ele não havia sido encontrado nem se entregou. Conforme os policiais, tanto ele quanto a esposa têm passagens pela polícia.

Desaparecimento
O assassinato da jovem só foi descoberto porque o pai do suspeito acionou a polícia na quarta-feira, pois o filho e a nora estavam desaparecidos havia dois dias. Foi quando os policiais foram à casa do casal, na Rua Berlim, no Jardim Europa

De acordo com os policiais, eles arrombaram a porta da residência e fizeram uma busca em todos os cômodos, mas não encontraram ninguém. No entanto, como o mau cheiro permanecia no ambiente, os policiais decidiram verificar novamente. O próprio pai do suspeito teria sugerido para que olhassem embaixo do sofá.

Quando o corpo da jovem foi encontrado, ele estava enrolado em lençóis e em estágio de decomposição. A Polícia Civil acredita que a vítima tenha sido asfixiada. "É uma brutalidade, uma frieza que não dá para medir", diz o aspirante da Polícia Militar Rodrigo Rodrigues.

Até as 10h30 desta quinta-feira, o corpo da vítima ainda não tinha sido liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. De acordo com o IML, ficará a critério do médico legista decidir se o bebê morto será retirado ou não do útero da mãe para ser enterrado.

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