Pai cria planilha para descontar da mesada desobediência dos filhos


A planilha criada pelo juiz do trabalho Vitor Yamada, de Rondônia, para pagar a mesada aos filhos, Giullia, de 8 anos e Vitor, de 6, virou 'sensação' na internet. A imagem foi publicada no dia 7 de outubro no perfil do juiz em uma rede social e já teve quase 100 mil compartilhamentos. Após ser questionado pela filha mais velha sobre a possibilidade de ela e o irmão receberem mesada, Vitor e a esposa, Suen Copiak, desenvolveram métodos para descontar do total de R$ 50 mensais cada 'desobediência' dos filhos, entre elas, reclamar de ir à escola, não tomar banho e desobedecer pai e mãe.
Há três anos a família reside em Cacoal (RO), e a publicação foi feita para mostrar para os avós das crianças, que moram em São Paulo, as novidades na criação dos filhos. “Não imaginava que teria toda essa repercurssão. Eu só queria mostrar que desde pequenos eles podem aprender a ter responsabilidade, disciplina e a lidar com o dinheiro”, explica Yamada.
A ideia foi implantada no início de setembro, quando Giullia disse ao pai que precisava de uma valor mensal para fazer compras pessoais. “Conversamos, eu e a mãe dela, e resolvemos implantar as regras baseadas em atividades que eles precisam fazer diariamente, mas tudo ainda está em teste e pode ser modificado”, diz. Ao final do mês, do total de R$ 50, Giullia recebeu R$ 43,25 e Vitor, R$ 30,50.

Para o pai, as regras não significam punição e sim aprendizado. A planilha não mudou a rotina da família e as obrigações das crianças são as mesmas que qualquer pai deve cobrar dos filhos, como ir à escola, não deixar os brinquedos jogados pela casa, manter a higiene pessoal. "São coisas que nós pais temos que ensinar para os nossos filhos. Se eles deixam de fazer alguma das coisas, na hora em que percebemos coversamos com eles e anotamos na panilha. Mas, mesmo assim, eles devem fazer o que descumpriram", enfatiza Yamada que ainda explica que algumas coisas são relevadas porque os filhos ainda estão em fase de aprendizagem.
"Se nós não relevarmos alguma coisa, eles correm o risco de chegar ao final do mês devendo. E não é isso que queremos".
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