Goianos que vivem em Paris falam sobre atentados: 'Muito tristes'



Goianos que moram em Paris, capital da França, relatam a tensão que viveram na noite da última sexta-feira (13), quando um atentado terrorista matou mais de 120 pessoas em diferentes pontos da cidade. Eles também relatam a movimentação policial e o sentimento dos franceses um dia depois dos ataques.

A goiana Denise Rodrigues, de 30 anos, que vive em Paris há sete anos, diz que o clima entre os  moradores é pesado. “É muito triste, todo mundo está muito chocado, os franceses realmente estão muito tristes com essa situação e não entendem como pode acontecer tantas mortes em uma só noite”, afirmou.

Segundo ela, na manhã deste sábado (14), uma das ruas onde houve um tiroteio e que ela costuma frequentar está interditada. “A Rue de Charonne é muito comercial, familiar, muito tranquila. Teve atentado no bar La Belle Equipe, onde eu já fui várias vezes. Teve mortos até no restaurante próximo. Não dá para chegar perto”, relatou.

O jornalista e músico goiano João Fagundes, de 33 anos, que mora na cidade há um mês e vive próximo ao Stade de France, onde houve duas explosões, diz que se assustou com o forte barulho. Naquele momento era realizada uma partida entre as seleções da França e Alemanha.
“Moro a cerca de 1 km do estádio. No momento eu pude escutar o barulho e, em seguida, houve grande movimentação de carros de polícia, sirenes, helicópteros. Logo depois eu liguei a televisão e comecei a acompanhar o noticiário”, relatou.
Conforme o jornalista, em pontos turísticos da cidade, como o Arco do Triunfo, a movimentação é bem menor que o comum, já que o pedido do governo é para que as pessoas permaneçam em casa.
“Em frente ao Arco do Triunfo, um dos pontos turísticos mais visitados na capital da França, para um sábado, o movimento é bem menor. Por causa dos atentados a população fica em casa, a pedido das autoridades. O estado de alerta continua e a gente espera que os terroristas sejam controlados, pois há informações de que podem acontecer novos atentados na capital francesa”, alertou.


Fonte G1
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