Prefeito de Olinda veta camarotes privados no Sítio Histórico





O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), vetou nesta sexta-feira (18) o projeto de lei 125/2015, que permitiria a instalação de camarotes privados em algumas áreas do Sítio Histórico e em outras vias próximas da cidade durante o carnaval.
De acordo com o secretário de Patrimônio e Cultura, Lucilo Varejão, o veto foi baseado na vontade da população, mas que o assunto poderá ser trama “de discussões nas próximas reuniões das comissões” da Câmara dos Vereadores de Olinda.

“Possivelmente teremos novidades em 2017 com o apoio da população. Há um regulamento com o que pode e o que não pode, mas, logicamente, as coisas mudam, surgem novidades. A cidade não está parada no tempo, mas estamos a fazer as adequações de acordo com a vontade de todos”, completa o secretário.

Autor do projeto, o presidente da Casa, o vereador Marcelo Soares (PCdoB), gerou polêmica ao colocar a votação extrapauta na terça-feira (15). Atualmente, é proibida a instalação de focos de animação não oficiais em todo perímetro do Sítio Histórico. O projeto, contudo, flexibilizava essa determinação. Nele, as avenidas Sigismundo Gonçalves, Joaquim Nabuco, as Ruas Santos Dumont, do Sol, do Farol e a Estrada do Bonsucesso passariam a ser locais com permissão para instalação dos camarotes.

A Câmara de Vereadores de Olinda havia aprovado o projeto, com nove votos a favor e sete contrários. A votação gerou diversas reclamações, tanto dos vereadores oposicionistas quanto de representantes da Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca), do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), e do coletivo Modifique.
Na ocasião, o conselheiro da Sodeca, Edmilson Cordeiro, chegou a dizer que a proposta causava um impacto na cidade. Hoje, relata a comemoração em receber a notícia do veto. “A gente está comemorando e achando ótimo. Os parlamentares têm que pensar nas pessoas, no carnaval, que é essa festa democrática. Está na hora do poder público envolver mais a sociedade nas decisões, procurar e perguntar o que é melhor e o que o povo quer”, pondera.
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