Advogado é agredido por PMs após eleição em Edéia, GO




Um advogado foi agredido por policiais militares após as eleições de domingo (2), em Edéia, região sul de Goiás. A vítima, Paulo Diniz, de 26 anos, sofreu várias lesões pelo corpo e está fazendo tratamento médico por conta de um tapa e um soco que levou o no ouvido. Ele já registrou o caso na Polícia Civil. Toda a ação foi filmada pelo irmão dele, que também estava no local e foi agredidoPaulo disse que estava indo embora de uma lanchonete onde estava tomando açaí quando o grupo de cinco militares chegou "transtornado e jogando spray de pimenta em todo mundo". No registro, ele se identifica como advogado e que não "precisava de excessos".Um dos militares diz: "Vai embora daqui. Representa contra a Polícia Militar". Paulo afirma que o PM jogou spray de pimenta em seu rosto. O agente responde: "Joguei e jogo de novo. Não jogo porque acabou. Vaza". Logo em seguida, o agente começa as agressões.
O advogado concedeu entrevista coletiva sobre o caso nesta segunda-feira (3), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), em Goiânia. Ele afirmou que várias pessoas estavam comemorando o resultado das eleições na principal avenida da cidade quando os policiais pediram para que o som automotivo fosse desligado, o que conforme afirma, foi prontamente atendido.
Mesmo assim, de acordo com Paulo, os policiais usaram de violência para dispersar as pessoas e dois deles o agrediram gratuitamente.
"Fiquei incrédulo, uma situação lamentável. Fui humilhado em público. Não conseguia acreditar naquilo que estava acontecendo ali naquele momento. Sentimento de indignação, os policiais, agentes públicos que deveriam estar ali para proteger a população, estavam simplesmente transtornados, jogando spray de pimenta e batendo em todo mundo", disse.Lesões
Por conta das agressões com cassetete, o advogado teve hematomas nas costas e no abdômen. Ele também foi atingido no ouvido e por conta deste ferimento, teve que vir a Goiânia para tratamento. "Eu não estou conseguindo ouvir direito. A médica que me atendeu disse que estou com uma pequena lesão e sangramento no ouvido", lamenta.
Diante da situação, ele já registrou um boletim de ocorrência pelos crimes de lesão corporal e abuso de autoridade e espera que os envolvidos sejam punidos. "O mínimo que a gente espera é respeito. Não só como advogado, mas para qualquer cidadão", desabafa.
O presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de Paiva, que a atitude dos policiais é injustificável. "A ilegalidade na atitude é tão flagrante que, se ele e o irmão tivessem fazendo algo errado, no mínimo, seriam detidos, o que não ocorreu", declara.
Em nota, a assessoria de imprensa da PM de Goiás informou que as imagens já foram encaminhadas para a Corregedoria visando a apuração. O comunicado destaca ainda que "esse não é o procedimento recomendado no Procedimento operacional Padrão da PMGO".
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