Messi é condenado a 21 meses de prisão

Suprema Corte da Espanha confirmou a sentença por fraude fiscal envolvendo 4,1 milhões de euros.



Uma notícia bombástica no mundo esportivo já tomou contados principais jornais espanhóis. No centro está o jogador de futebol Lionel Messi, condenado a 21 meses por sonegar 4,1 milhões de euros.
Além do atleta, seu pai, Jorge Horácio Messi, também foi sentenciado. No entanto sua pena foi de apenas 15 meses. Ambos, no entanto, poderão cumprir a pena fora da prisão.
Eles haviam recorrido de decisão anterior e nesta quarta-feira (24) a Suprema Corte da Espanha negou o recurso, mantendo o que a instância inferior já havia decidido.
O craque do Barcelona e seu progenitor também foram multados em 2 milhões de euros, o que corresponde a ínfimos 7 milhões de reais, conforme sentença de julho de 2016 agora ratificada.
Mas, afinal, por que nem o jogador e nem seu pai ficarão atrás das grades? A resposta é simples. As leis espanholas no âmbito criminal determinam que sentenças menores de dois anos de detenção podem ser cumpridas em liberdade sempre que o réu não possuir antecedentes criminais.
Crime
Pesam contra o argentino e seu pai, que é também seu agente, acusações de fraudes ao fisco espanhol em 4,16 milhões de euros. Isso quer dizer que foram feitas manobras contábeis para que eles não pagassem impostos.
O que Messi sempre disse nos tribunais é que tinha a cabeça apenas concentrada em sua atividade primária: jogar bola. Dinheiro e trâmites burocráticos acerca de seus contratos sempre foram resolvidos pelo pai.  Portanto, sustenta que nunca teve ciência de quaisquer irregularidades.
“Eu só pensava no futebol e deixava que meu pai e meus advogados cuidassem do resto. Não tinha como saber de nada”, disse Messi no ano passado, reforçando o mesmo discurso que manteve no início dos inquéritos, em 2013.
Ele declarou como argumentos de sua defesa que a única coisa que tinha ciência é que assinava acordos com determinados patrocinadores, por uma quantidade determinada de dinheiro e que isso implicava em fazer anúncios e propagandas.
“Tudo o que envolvia dinheiro, de onde vinha e para onde ia eu desconhecia”.
Segundo as autoridades judiciárias, houve evasões fiscais entre os anos de 2007 e 2009. O esquema tinha como base o uso de uma série de empresas sediadas em países diversos, como Inglaterra, Suíça, Belize e Uruguai. Essas empresas recebiam os direitos de imagem, evitando assim o pagamento de impostos.
Neses três anos o jogador assinou contratos de patrocínio com várias marcas, entre elas a Adidas, a Pepsi e a Danone.
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